Tive o privilégio de falar sobre a Teologia Comportamental, na semana acadêmica de psicologia, do CENTRO UNIVERSITÁRIO FACVEST.
Agradeço ao nosso coordenador do curso professor Gustavo Volaco, pela oportunidade.
"Nunca andes pelo caminho traçado, pois ele conduz somente onde outros já foram." - Graham Bell
UM DEUS QUE CONDICIONA.UM DEUS QUE REFORÇA COMPORTAMENTOS.UM ESTIMULO,UMA RESPOSTA E CONSEQUÊNCIA. UMA RESPOSTA AO PRÓPRIO COMPORTAMENTO DE DEUS EM RELAÇÃO A NÓS.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
OS SETE PECADOS CAPITAIS ( Orgulho )
O primeiro a falar sobre os pecados capitais foi Evágrio do Ponto, viveu entre os monges do baixo Egito e seguia as idéias de Origenes. Da sua vivência com os monges, traçou as principais doenças espirituais que os afligiam – os oito males do corpo; esta doutrina foi conhecida de João Cassiano, que a divulgou pelo Oriente; mais tarde, o Papa Gregório Magno também ouviu falar nela, e adaptou-a para o Ocidente como os sete pecados capitais e reduzindo de 8 para 7 – a saber a soberba, a avareza, a inveja, a ira, a luxúria, a gula e a preguiça (à qual Evágrio chamara de acídia e tristeza).
Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais se trata de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios que é muito antiga e que precede ao surgimento do cristianismo mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar, e proteger os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano.
A proposta do blog e analisar cada um desces pecados. Confesso que não rabisquei nada sobre o tema apenas pensei sobre a semana em fazer uma análise sobre o tema, e assim como todo o blog é uma experiência estamos novamente colocando a prova teoria/empirismo sem fazer a teoria dizer o que não disse e muito menos adaptar a experiencia a teoria.
Primeiro pecado Soberba ( Orgulho )
Começo definindo Soberba: Orgulho excessivo, arrogância e vaidade. É aquele que olha de cima para baixo. O que quer ser o melhor da festa, quer aplauso é o que prefere reinar no inferno que servir no céu.Para Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial.
Costumo afirmar que Lúcifer é o pai do pecado orgulho.
"Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Isaías 14:12-14
Afinal o que nos torna orgulhosos?
Os reforçadores mantém o comportamento orgulho.Como o ser humano não nasce com uma essência predestinada a ser orgulhoso ou não, devemos entender que essa classe de comportamento é reforçado por um condicionamento já existente, chamado de condicionamento de ordem superiores.
Ou seja alguém modelou o orgulhoso, esse alguém poder ser os pais, amigos e até mesmo o fato da sua ontogeneses,o ser humano teve aprendizagens para dominar.Sem contar que algumas pessoas por serem punidas durante longo período poderá leva-los a deslocar a punição a outros. ( Deslocamento: é um processo em que um comportamento com alta probabilidade que não pôde ser emitido, ocorre em um contexto similar, mas com baixa probabilidade de ser punido)
Esse deslocamento poderá ser executado conforme a necessidade individual e repertório que o satisfaça compensando o que não poderia fazer no ambiente que foi punido. Em resumo se diz que o chefe brigou comigo, logo deslocarei uma briga em casa, ou fui humilhado vou humilhar alguém. Se conta que Hitler foi maltratado quando criança pelos pais e veja o que gerou.
Muitos reforçam o orgulhoso, pois normalmente ele é durão, punitivo, e por isso um bom administrador. O reforço vem nos aplausos, elogios e para ele mesmo ser assim lhe rende benefícios, o orgulhos nunca entende que é orgulhoso ao contrário dirá que estão com inveja dele.
Spurgeon após receber um elogio ao seu sermão respondeu: Antes que você me falasse o diabo havia me dito antes.
O orgulho é uma classe de comportamento perigoso e por isso é um dos sete pecados capitais
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Caminhante da vida alheia ( minha autoria )
O caminhante da vida alheia
Tem sementes, e na mente semeia
De quem tem vida alheia
E o seu fruto devora depois da lua cheia
Notória paciência
O lucro da experiência
Viveu como anjo, o arcanjo de luz
Fotossíntese que antecipou a morte
Semeia na escuridão
Assoviando, faz a plantação
Prevê a maldade, é sem explicação
Apenas prazer na azararão
Oh! Odisséia eterna
Oh! O pródigo bastardo
No espaço já sem luz
Quer ser visto como estrela
Esperma que invade o útero da mente
Se torna real, no silencio da terra fértil
Enquanto cresce, vai caminhando
Alimentando a ficção
Roubando mais coração
O condenando sem dar satisfação
Trancafiando no inferno sem luz
Enquanto isso uma cruz
Oh! Luz que seduz
Que clareia a mente cheia
Das sementes do caminhante da vida alheia
E num sopro seu plano vira areia
Notória paciência
O lucro da experiência
Agora lançado na escuridão
Pela luz da sua mão
Tem sementes, e na mente semeia
De quem tem vida alheia
E o seu fruto devora depois da lua cheia
Notória paciência
O lucro da experiência
Viveu como anjo, o arcanjo de luz
Fotossíntese que antecipou a morte
Semeia na escuridão
Assoviando, faz a plantação
Prevê a maldade, é sem explicação
Apenas prazer na azararão
Oh! Odisséia eterna
Oh! O pródigo bastardo
No espaço já sem luz
Quer ser visto como estrela
Esperma que invade o útero da mente
Se torna real, no silencio da terra fértil
Enquanto cresce, vai caminhando
Alimentando a ficção
Roubando mais coração
O condenando sem dar satisfação
Trancafiando no inferno sem luz
Enquanto isso uma cruz
Oh! Luz que seduz
Que clareia a mente cheia
Das sementes do caminhante da vida alheia
E num sopro seu plano vira areia
Notória paciência
O lucro da experiência
Agora lançado na escuridão
Pela luz da sua mão
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Crer em Deus ( A escolha certa )

A escolha certa!Será que escolhemos crer em Deus? Porque chamo de "certa"?
É, temos um problema na abordagem comportamental em relação a escolha, como já comentado neste blog a escolha não é escolha baseado num desejo inato, mentalista ou na essência do sujeito. Para o existencialismo p.e. ser livre e escolher é uma condição ontológica do ser humano, sabendo de antemão que o homem está condenado a ser livre. Sempre suspeitei desta liberdade de escolha, mas nunca aceitei que não poderia escolher até que:
Até que li a história de Adão novamente: Lá está Adão no Éden, e junto com ele Deus.Quem é Deus para Adão? Será que ele nasceu desejando servir a Deus, no minimo na primeira vez que ouviu a voz do Todo Poderoso levou um susto. Imagino a pergunta de Adão: Quem é você? Enquanto experimentava os seus cinco sentidos Deus já explicava como foi parar ali.
Quando aprende sobre como sobreviver no Éden aprende também a conhecer o seu Criador, a saber; a sua economia ( Plano ).Conheceu a arquitetura Divina, Adão ouviu atentamente o que o manteria feliz ( sem estímulos aversivos ), soube sobre a queda de lúcifer e suas dores por desobedece-lo, etc.
O que temos aqui é um histórico de contingências reforçadoras para que Adão não exiba comportamentos que o faça sofrer. Mas então Adão escolheu sabendo das consequência?
Sim! As propostas da serpente para Eva e o envolvimento afetivo e cuidado parental com Adão foram mais convincentes ( reforçadores ). Essas contingência entrelaçadas foram decisivas na escolha de Adão e Eva, digamos que o condicionamento de Deus sobre ambos perdeu a força mediante um novo estimulo. Para Skinner o homem é livre a medida que controla as situações que o controlam. E no caso de Lucifer, o mesmo utilizou-se do comportamento verbal, hábil e conhecedor do comportamento humano, triunfou.
"Não há autonomia. Há pessoas na sociedade em busca de autonomia, autonomia essa que no minimo tem que se submeter a ética."
Toda escolha esta mediada pelos estado fisiológicos cerebrais sempre considerando o ambiente no qual está inserido. Lembrando da ontogênese, filogênese e sociogênese.
Toda a tradição da reflexão teológica sobre a complexidade do ato de crer é um exemplo da relação entre, pelo menos, estas três dimensões: intelectual, afectiva e prática. Tomás de Aquino se utilizou destas dimensões, na tentativa de fazer uma união entre fé e razão.
Nossa fé é intelectual, afetiva e prática. É pena que o mundo eclesiástico tem medo de por a prova sua fé, toda ciência é aversiva a estes. Este condicionamento foi baseado no medo, medo de não saber responder a razão de sua fé.
Por isso as igreja ainda é o império dos alienados.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Crer em Deus

A proposta deste blog é fazer uso da análise comportamental ( Behaviorismo radical )teoria essa não dada a subjetividade e portanto exige-se muito de quem está arriscando esse pressuposto. Ser ateu é muito normal dentro desta abordagem psicológica, difícil é ter crentes em Deus.
Muito bem eu creio em Deus!
Minha experiencia religiosa me gerou tal aprendizagem ( a minha sociogênese).Para quem não sabe, Skinner trata de três níveis de determinação do comportamento: Filogênese (herança genética, oriunda da Evolução)
Sociogênese (aprendizagens culturais, coletivas, sociais)
Ontogênese (experiência de vida de cada indivíduo, que o torna único).
Skinner é evolucionista e não creio em tudo que ele disse como é o caso da filogênese ou talvez ele interpretou mal. No entanto a sociogênese é fidedigna,pois é muito claro para nós entendermos que passamos por aprendizagens e somos o que somos porque o histórico de comportamentos acompanhados de reforços ( recompensas ) ou punições nos levaram a ter o comportamento que temos, até podemos chamar de personalidade.
Acreditar em Algo que não vemos é fé como a existência de Deus não pode ser refutada e nem provada pela Análise do Comportamento, e isso não altera em nada a eficacia da abordagem, então a questão é irrelevante.
Prosseguindo... Crer em Deus também é aprendizagem, é modelação e condicionamento.
-Aprendizagem: porque aprendemos a crer, nos ensinaram didaticamente a desenvolver espiritualidade.
-Modelação: é quando sobre condicionamento, e que repedidas vezes fazemos as mesmas coisas afim de recebermos recompensa ou exibimos comportamentos para não sermos punidos.
-Condicionamento operante:é Resposta - Consequência que no caso do crer em Deus significa que nossa resposta crer produz consequências, é uma ação determinada
por um contexto, mas que altera o contexto que a determinou.
Acredito que crer em Deus não é algo simples de explicar, não cremos como se fosse um passe de magica. Crer tem haver com nosso histórico de aprendizagens e reforçamentos.
Crer é cultural, uns acreditam em Buda ou Maomé e nós em Jesus Cristo, aprendemos a dizer não as culturas pagãs em detrimento do nosso crer sociogênese.
Prometo retomar a o tema e esclarecer melhor meu pensamento sobre crer em Deus, e acredite fizemos a escolha certa crer em Deus... Mas fica para o próximo post.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Economia de Deus! Um olhar comportamental.
A economia de Deus é a maneira pela qual Ele leva a cabo seus propósitos. A palavra grega para economia é oikonomia, composta de duas palavras — oikos, que quer dizer casa ou família, e nomos, que quer dizer lei. Economia, então, significa “lei da casa”, administração familiar. A economia de Deus é Sua administração familiar para levar a cabo o Seus propósitos eterno.
Sabemos de antemão que liberdade para o comportamentalismo não é compreendida como se compreende no existencialismo e outros pensamentos. No comportamentalismo se diz que: somos livre a medida que controlamos aquilo que nos controla.
Desta forma estamos inclusos dentro da economia de Deus, não presos a lei de seu plano eterno para que nos sintamos escravos, nem tão livres para que nos sintamos todo poderoso. Estamos numa relação com as contingencia deste mundo, aprendo a evitar o que é aversivo a sua vontade, porque também é aversivo a nossa vontade. Aversivo pela dor que nos causa ou que nos causou, esse comportamento será extinguido a medida que o desconforto nos ensine a não repetir. Pode se afirmar que adquirimos uma modelagem.
Essa modelagem não significa abaixar a cabeça e se tornar uma maquina da robótica, ao contrário o Todo Poderoso é quem insere as contingencia afim de que alcance o seu propósito. E, Seu propósito é nos fazer feliz, e não pensemos que é apenas evitar o que é aversivo, sua proposta é estar conosco na fogueira da aversividade.
Poderia se pensar que Ele é Bonzinho ou Mal talvez, mas é apenas probabilidade de ocorrer tal comportamento, não há certeza, há sim reforçadores operando para um comportamento desejado. É como as escrituras afirmam: "Eis que hoje eu ponho diante de vós a benção e a maldição." Dt. 11.26
O texto acima não esclarece exaustivamente economia de Deus, no entanto torna a claro o propósito de se incluir no obedecer, obedecer aqui é não ir contra o plano já proposto.
Não dá para mudar a direção do Sol, e nem mudar as fases da lua, o plano, a lei, o seu decreto é esse.E, porque questionamos a ordem da vida, a ordem da relação com Deus. Só reforços positivos e negativos para um propósito: Nos atrair para Ele mesmo.
domingo, 29 de maio de 2011
Amor. Uma classe de comportamento.
Normalmente achamos difícil explicar o amor em palavras ou analisa-la no seu contexto.No entanto não podemos ser medrosos ao tentar falar de coisas complexas ou tidas como complexas e subjetivas.
Em analise do comportamento "amor" é uma classe de comportamento, pois se entende que esse comportamento ( sentimento ) é mantido por reforçadores.
Dizer que estou amando significa que estou sendo reforçado para isso, recompensado para isso, ou seja se alguém me tratou bem com palavra e atitudes que baseado na minha aprendizagem julgo carinhosas e até mesmo protetoras, direi que estou sendo amando alguém. Ao contrário disso se me tratarem mal, direi que não me amam.
Em resumo amor é uma classe de comportamento reforçado se denomina amor, e, se não houver reforço chamaremos de outras classe de comportamento, do tipo: ódio.
A bíblia nos ensina que devemos amar os nossos inimigos: “Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama sua chuva sobre os justos e injustos.” Mt 5.44
Este ensino transcende a uma simples classe de comportamentos, mas no entanto não coloca em choque com a analise do comportamento, pois chamamos o ensino de Jesus aplicado neste contexto de comportamento encoberto (um comportamento que apenas quem o emitiu percebe). Não seria apenas um condicionamento para não agir contra os que não nos amam, pois um condicionamento não sobreviveria as contigência e estimulos aversivos do cotidiano.
Aqui está um espaço onde as idéias cristãs se mantém vivas como uma modelagem, mas Deus é o seu reforçador, mantenedor deste comportamento.Em uma análise funcional diriamos que o que mantém esse comportamento é o sujeito Deus.
O ensino de Jesus afirma que é melhor dar do que receber, logo um cristão ele trata o seu inimigo como amigo ( ele ama o inimigo ) gerando nele uma nova aprendizagem e modelando a um comportamento igual ao exibido pelo cristão( ser filho de Deus )
Loucura isso! Mas é a fato.
Amor é uma classe de comportamento sim, e mantido nesse versiculo analisado pelo ensino cristão ( operante encoberto ) Deus.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Inferno

Durante muito tempo da história da igreja pregou o inferno ( hades ), o lugar de tormento eterno, onde os desobedientes a Deus serão lançado e enfim punidos.O inferno pode ser entendido na psicologia comportamental, vejamos:
Para alguns estudiosos apenas uma mitologia criada, outro para controlar o populacho mantendo uma moral desejada.
E para nós cristão?
Sem nos atermos aos termos etimológicos relacionados ao inferno, tenhamos apenas a idéia de punição.Os termos bíblicos sempre afirmam como um lugar onde o bicho nunca morre, de choro e ranger de dentes, com toques doloridos de tormentos e fogo.
Pouco se fala de inferno nos cultos evangélicos, a pregação de spurgeon com o titulo de pecadores das mãos de um Deus irado, seria reprovado nos dias de hoje. O povo quer ouvir sobre a vida terrena, bençãos temporais e curas do corpo...
Mas o inferno faz parte das doutrinas bíblicas pela qual da sentido e base a tudo quanto se faz no vida cristã nesta vida como no por vir.
Para teologia comportamental proposta neste blog, o inferno é um estimulo aversivo, e não punição.
Punição se caracteriza pelo comportamento que não exibido que vai gerar uma punição, p.e baixar a guarda em uma luta a punição será levar um soco. O estimulo aversivo neste caso será, o soco levado lembrara ele que baixar a guarda poderá levar um soco novamente. O soco causou dor e sofrimento então vou me comportar com mais atenção para não ser surrado novamente.
O inferno sempre nos lembra o sofrimento que o pecador terá que enfrentar caso continue exibindo o comportamento de transgredir contra Deus.
Deus disciplina quem Ele ama não significa punir, mas corrigir. Nosso Pai usa a correção para não sofrermos nesta vida.
Os mandamentos de Deus são regras para nos fazer feliz, nem deveriamos chamar regras,Deus deseja nos ajudar em nossa felicidade com o estimulo aversivo ( Inferno ), infelizmente respondemos melhor e mais rápido assim.
Do outro lado temos a recompensa, em termos comportamentais são mais duradouras que o estimulo aversivo.
O estimulo aversivo e a punição geram implicações, coersão e muitos fatores emocionais negativos.É ai que percebo a sabedoria de Deus, Ele exibe o estimulo aversivo e do outro lado a recompensa...
Acredite o inferno existe, mas o Céu ( eternidade ) também.Escolhemos baseado neste estímulo, e, Ele o todo poderoso é quem nos ajuda a perceber o que podemos escolher, como escolhas eternas...
Grande abraço a todos...
Hoje estou no norte do Paraná, no sitio num lugar chamado Bareirinho...
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O comportamento verbal e o NÃO.

Depois de muita correria resolvi postar...
Me sinto constrangido em não ter escrito nada por aqui, estive doente e com muitas atividades...que pena eu amo escrever.
Sobre o não. Na loucura de fim de ano, entre as facilidades de pagamentos e os vendedores, existe a possibilidade de observamos o comportamento verbal e suas implicações.
Segundo Skinner a linguagem deve ser vista como comportamento e especificamente como operante. “O comportamento verbal é modelado e mantido por um ambiente verbal - por pessoas que respondem ao comportamento de certo modo por causa das práticas do grupo do qual são parte.
Pegando o idéia de Skinner, o comportamento verbal é modelado ( aprendido ) e mantido por um grupo, e em nossa análise a própria sociedade.
Dessa forma podemos entender que dizer não está ao acesso de todos, no entanto dizer não tem sido difícil quando ninguém ao nosso lado está treinado para isso(Modelado).
Crescemos ouvindo nossos pais e todos os adultos dizendo NÃO. Não pode, não toque, não vai lá, é tanto não que pensamos em descobrir o que existe depois do não.
Mas não é isso que se trata a análise...Mas como posso dizer não, se ninguém diz não.
O comportamento verbal é tão importante em nossa vida, que esse fenômeno pode modificar a história de nossas vidas, decisões, emoções, etc. Quase tudo passa por esse caminho, sendo parte da linguagem um operante que resulta em muitas experiências.
Quando vc ouve alguém com atenção, a probabilidade de dizermos não é menor, o vendedor fala, elogia o produto, e te modela em direção a uma resposta já esperada por ele. O fato é: o comportamento verbal nos modela a uma resposta que ele programou, como se ele programasse as contigência afim de que controle o comprador.
Se o cliente enfrenta um bom vendedor( habilidades de linguagem ) a probabilidade de comprar aquilo que não precisa é grande. Ou seja ouvir alguém falando sobre um produto é semelhante a ler uma bula de remédio, estamos sobre o controle desta leitura, ela nos guia a um certo lugar.
Um vendedor está nos orientando, baseado em nosso estimulo de que entremos na loja querendo comprar algo...
Para não irmos muito longe, dizer não, é ir contra a modelagem, contra os controladores, é buscar ser livre do comportamento verbal que te controla.
O NÃO, está diretamente relacionado com sua auto-estima.
-Dizer não é ser elegante para com você mesmo.
-É valorizar os seus sonhos.
-É ver o mundo com os seus próprios olhos.
-É Não ser uma maria vai com as outras.
-É entender que você é que está no comando de sua vida.
Novamente afirmo: Qualquer um pode dizer não, basta treinar. Algo importante neste ponto é lembrar que quando não, nosso sim pode se tornar pesadelo para o resto de nossa vida...Que aprendamos também a dizer não em tudo que é aversivo ao olhar de Deus.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Poesia e comportamento
Sou membro do blog http://olharbeheca.blogspot.com/, e recentemente enviei uma poesia ao meu amigo do blog ( Alessandro ) do qual publicou a mesma fazendo um comentário sobre uma classe de comportamento denominado "FELICIDADE".
Logo, eu mesmo acabei fazendo uma análise da poesias do qual compartilho com vocês...
Vejamos:
Felicidade
Apenas emoção
Minha química, minha criação
Conecto ao meio
Um ambiente não alheio
Montando a história
A ilusória glória
De ser feliz
Me abrigo nas sombras
Em meio ao calor
Fujo do frio
Me cubro do sol
Sensações, percepções
Felicidade é isso
É não ter dor
É não ter frio ou calor"
Na poesia fica claro entender o que realmente é a tal felicidade.
Apenas emoção
Minha química, minha criação
Neste verso expresso que sou eu o responsável pela sensação de felicidade, “minha química, minha criação”, ou seja o meu sistema nervoso é que produz tal sensação de felicidade.No próximo verso, “conecto ao meio “nos lembra de que Skiner tem razão, o ambiente influencia o sujeito que influencia o ambiente.
Logo estou sendo controlado pelos reforçadores do ambiente.Pois é “Um ambiente não alheio”
E que nos lembra dos históricos de contingência aprendidos, “Montando a história “
O desfecho da poesia é que felicidade é apenas evitar estímulos aversivos:
Me abrigo nas sombras
Em meio ao calor
Fujo do frio
Me cubro do sol
Então quando controlo ou evito um estimulo indesejado estou sendo feliz, quando for exposto a um situação aversiva, a felicidade não mais será exibida.
Felicidade neste caso é uma classe de comportamento que pode ser treinada.
Termino a poesia afirmando que:
Felicidade é isso
É não ter dor
É não ter frio ou calor
Pensando assim é bem mais fácil ser infeliz que feliz, pois não é impossível evitar todos os estímulos aversivos e muito menos controlar todas as contingências.
Mas a máxima que aprendi na análise da poesia é que jamais serei feliz e que terei muitos momentos felizes, Parece que isso não ajuda em nada, mas estou certo que não correrei atrás da felicidade, pois ela é minha responsabilidade. Pois sou feliz a medida que controlo as situações que me trará comportamentos classificados como infelizes.
domingo, 15 de agosto de 2010
Em defesa de Deus
Oração: Sei que o Senhor não precisa de alguém que lhe defenda, sei que minha defesa em seu favor pode significar nada, mas prefiro correr o risco e refutar as miséria que falam de Ti. Permita-me, lembrar aos outros quem O Senhor É. Amém.
Ouvi ontem em um programa radiofônico evangélico a seguinte locução: VENHAM RECEBER A SUA BENÇÃO! E o locutor então disse os horário de reunião, e reafirmou: Deus tem uma benção pra você!
No mesmo momento retruquei, em discordância: Quem eles pensam que o Senhor é?
Afinal, quem é Deus para estes pobres mortais?
Tentei imaginar, como Deus se sentia. Tente você imaginar como deve ser dolorido ser lembrado como apenas um deus que dá coisas nos momentos de dor ou de necessidades das pessoas.
Confesso resolvi virar a mesa, fiquei triste e irritado, em saber que os propagadores destas suposta teologia bíblica estão com seus templos abarrotados de pessoas, e minha dor é que eles ainda não sabem nada sobre Deus...
O Deus atemporal, não se limita a essa barganha das benção temporais. Ele não compra pessoas, mas quer ir além, da cura, da prosperidade, da fama, ou de lares estabilizados. Tudo isso é alivio imediato, de valores temporais.
Preferiria estar doente, ser pobre, não ter fama, ou apenas um lar feliz, preferia antes disto tudo estar salvo. Livre das doenças espirituais do pecado, ser próspero espiritualmente, ter o nome escrito no livro da vida e do Cordeiro que ter o nome escrito em bronze ou numa pedra, ainda que meu lar não fosse o mais feliz da terra, me sentiria o homem mais feliz do mundo, lembrando que terei um lar eternamente feliz na eternidade. No céu as pessoas não se casam e nem dão em casamentos, seremos corpos glorificados, assim como o Senhor é seremos.
Mas o conceito dos propagadores é apenas alivio imediato, receba a sua benção e seja feliz...Oh! Quem dera fosse assim. O sangue do Senhor Jesus seria em vão. A mensagem dos apóstolos seria inócua: Arrependei vos! Crê no Senhor Jesus e será salvo! Necessário vos é nascer de novo! Onde estão os homens que examinam as escrituras?
Como entender as fortes palavras do mestre, quando alguns se retiravam, pois o discurso estava duro, Jesus então diz: Querei vós também retirar-vos?
Pedro então responde: Para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna,...
Que abismo, entre Deus e os propagadores de benção. O que as pessoas sabem sobre benção? O que é realmente benção? Se o problema é cura, o espiritismo cura mais que os evangélicos, os budista muito mais, se quer só um lar feliz descubra a filosofia Shei-cho-no-ie, ou um terapeuta eles farão melhor que nós.
Mas se querem ser abençoados muitíssimo como Jabes (I Cro 4:10), procure crer em Jesus e será salvo tu e a tua casa. E se curve a voz do Santo Espírito e não endureça o seu coração, e confesse o Senhor Jesus como seu salvador e estarás livre de todas as condenações, porque nenhuma condenação há para aquele que está em Cristo Jesus, que não anda segundo a carne, mas segundo o espírito.( Rom. 8:1)
Isso sim é receber uma benção. SER SALVO! Justificado, adotado como filho, regenerado e santificado.O simples plano da salvação.No mínimo os propagadores das benção nem sabem disso, pois se soubessem não chamariam Deus de mercante.
Chega de ser como nossos pais índios, que trocarão os espelhos dos deuses europeus pela terra, e no final sua barganha os fez escravos...
Levantemos a mensagem do Kerigma ( Mensagem pura) E seja muitíssimo abençoado pela benção da salvação. Um servo inútil.pr J. Machado
Ouvi ontem em um programa radiofônico evangélico a seguinte locução: VENHAM RECEBER A SUA BENÇÃO! E o locutor então disse os horário de reunião, e reafirmou: Deus tem uma benção pra você!
No mesmo momento retruquei, em discordância: Quem eles pensam que o Senhor é?
Afinal, quem é Deus para estes pobres mortais?
Tentei imaginar, como Deus se sentia. Tente você imaginar como deve ser dolorido ser lembrado como apenas um deus que dá coisas nos momentos de dor ou de necessidades das pessoas.
Confesso resolvi virar a mesa, fiquei triste e irritado, em saber que os propagadores destas suposta teologia bíblica estão com seus templos abarrotados de pessoas, e minha dor é que eles ainda não sabem nada sobre Deus...
O Deus atemporal, não se limita a essa barganha das benção temporais. Ele não compra pessoas, mas quer ir além, da cura, da prosperidade, da fama, ou de lares estabilizados. Tudo isso é alivio imediato, de valores temporais.
Preferiria estar doente, ser pobre, não ter fama, ou apenas um lar feliz, preferia antes disto tudo estar salvo. Livre das doenças espirituais do pecado, ser próspero espiritualmente, ter o nome escrito no livro da vida e do Cordeiro que ter o nome escrito em bronze ou numa pedra, ainda que meu lar não fosse o mais feliz da terra, me sentiria o homem mais feliz do mundo, lembrando que terei um lar eternamente feliz na eternidade. No céu as pessoas não se casam e nem dão em casamentos, seremos corpos glorificados, assim como o Senhor é seremos.
Mas o conceito dos propagadores é apenas alivio imediato, receba a sua benção e seja feliz...Oh! Quem dera fosse assim. O sangue do Senhor Jesus seria em vão. A mensagem dos apóstolos seria inócua: Arrependei vos! Crê no Senhor Jesus e será salvo! Necessário vos é nascer de novo! Onde estão os homens que examinam as escrituras?
Como entender as fortes palavras do mestre, quando alguns se retiravam, pois o discurso estava duro, Jesus então diz: Querei vós também retirar-vos?
Pedro então responde: Para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna,...
Que abismo, entre Deus e os propagadores de benção. O que as pessoas sabem sobre benção? O que é realmente benção? Se o problema é cura, o espiritismo cura mais que os evangélicos, os budista muito mais, se quer só um lar feliz descubra a filosofia Shei-cho-no-ie, ou um terapeuta eles farão melhor que nós.
Mas se querem ser abençoados muitíssimo como Jabes (I Cro 4:10), procure crer em Jesus e será salvo tu e a tua casa. E se curve a voz do Santo Espírito e não endureça o seu coração, e confesse o Senhor Jesus como seu salvador e estarás livre de todas as condenações, porque nenhuma condenação há para aquele que está em Cristo Jesus, que não anda segundo a carne, mas segundo o espírito.( Rom. 8:1)
Isso sim é receber uma benção. SER SALVO! Justificado, adotado como filho, regenerado e santificado.O simples plano da salvação.No mínimo os propagadores das benção nem sabem disso, pois se soubessem não chamariam Deus de mercante.
Chega de ser como nossos pais índios, que trocarão os espelhos dos deuses europeus pela terra, e no final sua barganha os fez escravos...
Levantemos a mensagem do Kerigma ( Mensagem pura) E seja muitíssimo abençoado pela benção da salvação. Um servo inútil.pr J. Machado
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Frases comportamental teológica
Para Deus, aprender não é absorver dados, mas ser exposto a contingências que transformam seus filho.
Aprender é ser transformado pela experiência, da tentação do orgulho, dos desejos, etc.
Aprender é ser transformado pela experiência, da tentação do orgulho, dos desejos, etc.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Controle Aversivo

Antes de ler o texto:
Lembro a todos que apenas tento explicar os fenômenos que ocorrem em relação a visão cristã, teológica, eclesiástica, não significando que os comportamentos observados estão perfeitamente explicados baseado na teoria behaviorista.Não é minha intenção colocar Deus na caixa de Skinner junto com o homem e analisar seus comportamentos, mas naquilo que é possível podemos enquadrar Ambos dentro dos fenômenos observados.
Da mesma forma, explicar comportamentos não significa tratar o sagrado como ruins, pejorativa, ou errada. Afirmo apenas que busco explicar os comportamentos
Pois todo comportamento tem uma raiz.
Chamamos "controle aversivo" qualquer medida para controlar o comportamento de alguém que envolva lhe causar dor, desconforto, etc.
Na punição, o efeito aversivo é infligido para que a pessoa pare de fazer algo. No controle aversivo, esse feito é infligido para que a pessoa faça algo. OBS: Tanto um quanto outro geram efeitos colaterais de ordem emocional.
Certas igreja, não todas as denominações do cristianismo usam o controle aversivo para controlar o comportamento dos seus fiéis. Um exemplo são as ameças de ir para o inferno.
SE VOCÊ BEBER BEBIDAS ALCOÓLICAS,FUMAR, NÃO DAR DÍZIMO, VAI PARA O INFERNO.
O inferno é um efeito infligido para que o fiel faça algo, não beber, fumar, dar o dizimo.
O inferno pode ter um efeito aversivo, para que os fieis parem de fazer algo,p.e. exemplo beber.
Poderiam questionar:Deus não faz assim também?
A resposta é não.Deus não nos controla por controle aversivo.Essa é a idéia que muitos tem do todo poderoso, no entanto trabalha com recompensas.
No próximo post falamos disso.
E para quem esta acompanhando o blog, tenham paciência e não desistam nunca.
Sei que a medida que não existem novos textos isso pode induzi-los a uma extinção do comportamento de entrarem no blog.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
A páscoa cristã ( Modelagem )

A páscoa cristã lembra a morte e a ressurreição de Jesus, ressurreição que aconteceu três dias depois da sua crucificação.
A data da Páscoa foi determinada 325 anos de pois da morte de Cristo pelo concílio de Nicéia. A data em que a Páscoa acontece seguiu os padrões que já vinham sendo adotados por tradições antigas da Idade Média.
Os Judeus comemoravam a Páscoa para relembrar sua libertação da escravidão do Egito que é relatado no capítulo 12 do livro Êxodo do velho testamento da Bíblia. O nome “Páscoa” vem do hebraico e significa: passagem, passar por cima. Esta festividade é comemorada até hoje por todos os Judeus do mundo. O próprio Jesus que era Judeu comemorava anualmente a páscoa seguindo as tradições judaicas.
Como a morte e ressurreição de Cristo ocorrem no período de Páscoa ocorre uma mudança importante que é introduzida nas religiões cristãs. A Páscoa deixa de ser a celebração vinculada a libertação dos Judeus e passa a ser a comemoração sobre a libertação do homem do pecado já que Jesus passa a simbolizar o corteiro que os Judeus sacrificavam na época de Páscoa.
Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É a data mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Ficou determinado que a Páscoa seria comemorada no primeiro domingoapós a primeira Lua cheia da Primavera que no Hemisfério Sul seria a primeira lua cheia do Outono. Desta forma o dia da Páscoa sempre acontece entre o dia 25 de março e 25 de Abril de qualquer ano.
Todas as religiões cristãs seguem este mesmo mecanismo para determinar sua data de Páscoa. Este tipo de data ou festa comemorativo é chamado de FESTA MÓVEL já que muda todos os anos.
A páscoa foi uma festa que em comportamental nós chamamos de comportamento regido por regras, na idéia do judeu o filho deveria aprender desde a infância os símbolos, significados da páscoa judaica.Não se podia perguntar o porque de tal festa, apenas se enfatizava a historicidade da festa e pronto aprendia a festejar. É um comportamento social que sofreu metas contingência (metacontingências dão conta de um tipo de evolução cultural, ou melhor, da evolução de certas práticas culturais (como definida acima) e também de certos fenômenos grupais que não envolvem evolução cultural.) O novo testamento já segue o mesmo a mesma modelagem, no entanto a sociedade moderna e pós moderna ela é mais líquida, flexível e se esquiva das regras, hoje alguns fazem da páscoa algo sem significado os mesmos não tem regras mas ao mesmo tempo fazem o que fazem por puro condicionamento grupal. Ou seja todo mundo comemora essa tal de páscoa eu também comemoro.
Nisso mudam-se as regras, os conceitos e pouco se sabe ou nada sobre seu próprio comportamento, então vem a troca o do ovo de chocolate, ou coelhos por seu significado real, a morte do Salvador Jesus.
Uma boa páscoa cristã a todos e com seus significados reais.
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sábado, 3 de abril de 2010
Behaviorismo Clássico

Behaviorismo Clássico.(O termo inglês behavior significa comportamento)
O Behaviorismo Clássico (também conhecido como Behaviorismo Watsoniano, menos comumente Psicologia S ( Estimulo ) - R ( Resposta ) apresenta a Psicologia como um ramo puramente objetivo e experimental das ciências naturais. A finalidade da Psicologia seria, então, prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo.
A proposta de Watson era abandonar, ao menos provisoriamente, o estudo dos processos mentais, como pensamento ou sentimentos, mudando o foco da Psicologia, até então mentalista, para o comportamento observável. Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco produtiva, de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento. No caso, comportamento seria qualquer mudança observada, em um organismo, que fossem consequência de algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas glandular e motor. Por esta ênfase no movimento muscular, alguns autores referem-se ao Behaviorismo Clássico como Psicologia da Contração Muscular.
O Behaviorismo Clássico partia do princípio de que o comportamento era modelado pelo paradigma pavloviano de estímulo e resposta conhecido como condicionamento clássico. Em outras palavras, para o Behaviorista Clássico, um comportamento é sempre uma resposta a um estímulo específico. Esta proposta viria a ser superada por comportamentalistas posteriores, porém. Ocorre de se referirem ao Comportamentismo Clássico como Psicologia S-R (sendo S-R a sigla de Stimulus-Response (estímulo-resposta), em inglês).
É importante notar, porém, que Watson em momento algum nega a existência de processos mentais. Para Watson, o problema no uso destes conceitos não é tanto o conceito em si, mas a inviabilidade de, à época, poder analisar os processos mentais de maneira objetiva. De fato, Watson não propôs que os processos mentais não existam, mas sim que seu estudo fosse abandonado, mesmo que provisoriamente, em favor do estudo do comportamento observável. Uma vez que, para Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma questão de método (e não porque não existissem), o Comportamentismo Clássico também ficou conhecido pela alcunha de Behaviorismo Metodológico.
Watson era um defensor da importância do meio na construção e desenvolvimento do indivíduo. Ele acreditava que todo comportamento era consequência da influência do meio, a ponto de afirmar que, dado algumas crianças recém-nascidas arbitrárias e um ambiente totalmente controlado, seria possível determinar qual a profissão e o caráter de cada uma delas. Embora não tenha executado algum experimento do tipo, por razões óbvias, Watson executou o clássico e controvertido experimento do Pequeno Albert, demonstrando o condicionamento dos sentimentos humanos através do condicionamento responsivo
terça-feira, 30 de março de 2010
E a visão Comportamental de liberdade?
Skinner comentou como, para a maioria das pessoas, a Liberdade era um sentimento experimentado como resultado do reforço negativo. Quando nos sentimentos oprimidos por algo, e em seguida os elementos opressores somem, então ocorre um reforçamento negativo e um sentimento de liberdade. Por exemplo, se João está de gesso porque quebrou a perna, então quando ele tirar o gesso e a perna estiver bem, ele dirá “Me sinto livre”, e o comportamento “Cuidar do corpo para ele sarar” será reforçado.
Assim, as pessos "sentem" liberdade, geralmente, nessas ocasiões:
Skinner apontou, contudo, como liberdade não era um sentimento, mas uma classe de comportamentos.
A visão de Liberdade de Skinner diz que essa está intimamente ligada a uma classe de comportamentos de autocontrole. Assim, quando alguém é capaz de operar em seu contexto e com isso alterar seu próprio comportamento e também o contexto como um todo, essa pessoa é livre nessa situação. Por exemplo: se João é um alcoólatra normalmente se diz que ele é um escravo da bebida, mas se nosso amigo João superar isso, dirão que agora João é livre, pois pode não beber, se assim o quiser.
Assim, liberdade é uma classe de comportamentos operantes que aumentam o grau de controle que temos sobre nosso contexto. Ser mais ou menos livre é uma questão de quanto controle exercemos em nosso contexto, tão somente.
Paradoxalmente, a definição de liberdade, no Comportamentalismo, é na verdade baseada em controle: “Sou livre a medida que controlo as condições que me controlam”.
Fonte: http://olharbeheca.blogspot.com/search/label/Liberdade
domingo, 28 de março de 2010
LIBERDADE
O que queremos dizer com liberdade?
Liberdade existe?
Quando saímos as ruas, estamos seguros pois estamos condicionados as regras que nos protegem, carros não passam no sinal vermelho, e não nos atropelam na faixa. O sol levantou cedo e junto o comerciante cumprindo um horário que alguém determinou. Os clientes entram e pagam suas contas, pois podem ir para o SPC, o marido volta para casa e onde sua esposa habita, um contrato lhes diz que são casados, e um ao outro estão presos por motivos além do papel.
O trabalhador da empresa odeia estar lá se sente um escravo, quer ser livre, ter autonomia, resolve abrir a sua própria empresa nem percebe que é escravo, mas agora dos seus clientes.E assim vai a escalada da liberdade.
De fato a liberdade existe. No entanto não como se pensa. Minha filha assistia pela manhã o desenho animado Johnny Test, Johnny e suas irmãs sempre reclamavam de seu pai radical que sempre dizia não para tudo que queriam fazer, suas irmão gêmeas gênios resolvem fazer um pai diferente, que falasse sim para tudo. Resumindo a história, o novo pai foi bom por um período enquanto puderam desfrutar da liberdade, chega um momento em que desejam o pai radical novamente usando a seguinte expressão: Os nãos do papai antigo sempre nos livrava das confusões!
A liberdade é a coisa mais perigosa que pode existir!Da liberdade teológica nasceu os exageros teológicos, na liberdade de liturgias veio as extravagância emocionais, da liberdade de expressão a igualdade religiosa. Estamos condicionados ao meio em que vivemos, liberdade nestes termos que falamos é irreal. Somos livres do pecado, livres para decidir. Será?
Pensemos nisso... Tem continuação...
sábado, 27 de março de 2010
É possível
Estou neste período de abandono do blog, tentando fazer uma possível ligação entre psicologia comportamental com teologia, será então teologia comportamental...Será uma grande novidade e de grande provocação infelizmente a ambos.E de fato não é minha intenção.
Vejo uma grande possibilidade, ainda que a essa linha comportamental seja evolucionista, será um prazer tirar os espinhos e comer a saborosa carne da comportamental de Skinner.Do outro lado a teologia está a Teologia a Rainha das ciência, mas que no entanto é conservadora e medrosa...Tem medo de por a prova suas teorias e hipóteses.
E nessa especulação e paixão minha por ambas, farei um casamento deste, demonstrando que se combinam bem antes de se conhecerem e que um falava do outro antes mesmo saberem que existiam...
Bem! Se não dar casamento pelo menos, reforçarei positivamente para que se namorem por um longo tempo, até que os estímulos aversivos os separe.
Um grande abraço a todos e tenham paciência comigo
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